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quinta-feira, 25 de março de 2010

O espetáculo "ENSAIO SOBRE CAROLINA" em cartaz no
Teatro de Anônimo-Fundição Progresso na Lapa - RIO DE JANEIRO,
poderá ser visto até 25 DE ABRIL .

Baseada no livro QUARTO DE DESPEJO, de Carolina Maria de Jesus, a peça trata do diário da autora, uma catadora de papel negra, semianalfabeta, pobre e favelada.
Todo o elenco da peça é composto por jovens atores negros, dirigidos pelo diretor José Fernando Azevedo, que mergulham fundo para interpretar a vida real do cotidiano de uma favela.

Um diário autobiográfico e um documento, ao mesmo tempo, histórico e contemporâneo, Ensaio sobre Carolina conta com o apoio da prefeitura de São Paulo, da Fundação Nacional de Arte - Funarte, do Ministério da Cultura, entre outros.
informações (21) 2524-0930 / 2240-2478
Sujeito a lotação da sala.Chegar com 30 minutos de antecedência

quinta-feira, 4 de março de 2010


A ARTE CENICA NUMA PERSPECTIVA AFRO-BRASILEIRA


Nascido em São Paulo e criado em Mogi das Cruzes o Ator Henrique Nogueira conheceu as artes cênicas cedo, ainda no ensino médio, nas aulas de educação artística da Escola Pedro Malozze. No ultimo ano do colegial o interprete participa do FESTEM ( Festival de Teatro Estudantil de Mogi das Cruzes ) com a peça “O CAVALINHO AZUL”, de Maria Clara Machado, ocasião em que seu grupo ganha os prêmios de melhor adaptação, 2º melhor espetáculo, e premio de ator destaque – para Henrique Nogueira, que no espetáculo, interpretou dois personagens “O Palhaço” e “A Velha que viu” – momento de grande emoção em sua carreira, pois foi o símbolo de um longo caminho a ser seguido, como uma seta apontando o futuro. Formado em Técnico em Arte Dramática com a 14ª turma pelo SENAC-SP em 2009 e antes disso em 2007, graduado como Tecnólogo em Gestão de Relações Humanas pela Universidade Braz Cubas. Pois como ele gosta de citar, sua mãe sempre o aconselhou a ter em vista uma carreira sólida, “fazendo antes algo que lhe desse condições de pagar as contas e subsidio para os estudos de artes cênicas até o dia em que a arte possa retribuir a gentileza”
Antes de formar-se como ator pelo SENAC, Henrique realizou diversas oficinas teatrais e por 5 anos esteve atuando ao lado do grupo TEM ( Teatro Experimental Mogiano ) que em 2010 completa 45 anos de existência.


Estas são as montagens e atuações mais recentes de Henrique Nogueira


Peça Teatral: Baal de Brecht
Personagem: Pastor

Peça Teatral: Alma Boa de Setsuan de Brecht
Personagem: Passante e ChuFu

Peça Teatral: Por Enquanto baseado em contos de Lygia Fagundes Telles
Personagem: Miguel do conto Os Objetos



ENTREVISTA com HENRIQUE NOGUEIRA


SB.Como o teatro afeta a sua vida?
HN.O teatro me ajudou a superar a timidez, e melhorou minha postura e a cada trabalho percebo um novo aprendizado....

SB.Quais foram as atuações que mais marcaram sua carreira?
HN.Eu gosto de uma que fiz em 2003 para um festival estudantil, porque esse momento é especial para mim, era um palhaço, da peça o Cavalinho Azul, de Maria Clara Machado. E o mais recente que foi Miguel de “Os Objetos” de Lygia Fagundes Telles, ele é esquizofrênico....


SB.Como você define um bom ator?
HN.Uau! essa é uma boa pergunta,,,,quando ele consegue se transformar....um exemplo é Matheus Nachtergaele.


SB.Como você percebe a presença negra hoje no cenário dramatúrgico brasileiro?
HN.As coisas estão caminhando, esses dias eu li um edital que priorizava trabalhos da Cultura afro...mas a dificuldade do negro está em todos os campos profissionais, no teatro não é diferente....

SB.No cinema americano por exemplo, já é comum vermos filmes e seriados com foco em personagens negros, feitos e direcionados para negros, no Brasil, essa realidade ainda não existe, Como voce enxerga essa “demora” em termos os negros também em primeiros plano no cenário artístico nacional ?
HN.Eu sempre digo que o buraco é mais embaixo, hoje quantos negros tem acesso à arte? E quantos negros tem a oportunidade de se profissionalizar?

SB.Quais são os atores que você considera como inspiração para seu trabalho?
HN.Essa é uma pergunta que vai envolver nomes, não só pelo talento mas também pela forma com que eles administram as suas carreiras: Toni Ramos, Lazaro Ramos, Thais Araújo, Matheus Nachtergaele, e como gosto muito de cinema americano, Will Smith, Heath Ledger, Johnny Deep.....
Atualmente Henrique Nogueira e a também atriz Sheila Dourado estão num processo de adaptação do conto “OS OBJETOS” para montagem de uma peça. Além disso o Ator também esta se profissionalizando em Dublagem pela Universidade de Dublagem de São Paulo.



Contatos & Eventos 11““ 7437.8773
henriquenc@terra.com.br

segunda-feira, 13 de julho de 2009


SOULBLACK.wear na a JOY MAX MODEL
Por Jordana Blackbarbie
jordana.style@gmail.com

Aconteceu na JOYSOULCLUB nesta última sexta - feira dia 10 de Julho a Joy Max Model, uma noite que veio para mudar o conceito de baladas Black em São Paulo. A Maxfusion junto com as marcas PEGADA RETA, CRESPOSIM E MUENE COSMÉTICOS direcionadas para o público negro. CRESPOSIM E PEGADA PRETA são os dois grandes nomes da moda Black no Brasil, as duas lojas localizam-se na galeria PRUDENTE no centro da cidade de São Paulo e vem crescendo e trazendo novidades para os amantes da moda Black. A MUENE cosméticos vem com produtos que cuidam da pele negra e maquiagem em diversas tonalidades que além de embelezar hidratam a pele. O desfile aconteceu antes de a casa abrir as portas para a tradicional balada Black de todas as sextas-feiras. A produção de moda ficou por conta de Jordana Rosa e Dandara Silveira da equipe Be Black produção e consultoria de moda. O casting contou com a presença especial de Gabriela Conceição assistente de palco do programa do Netinho e também com vários novos modelos negros lindos e talentosos como Raphael Oliveira, Maycoln Caldeira, Verônica Brito, Laís Borges e Rodrigo Dionísio. O evento foi um sucesso e depois a balada com o melhor da Black Music, casa lotada e muita gente bonita.

CONHEÇA MAIS

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Cumprindo uma fase da etapa da Américas, a exposição Quilombolas acontece agora na cidade de La Paz, depois de ter passado por Assunção, Buenos Aires e Montevidéu. Em La Paz, a mostra será inaugurada dia 04 de junho, no MUSEF - Museo Nacional de Etnografía y Folklore -, e será encerrada no dia 28 de junho.

A mostra é composta de uma exposição que traz 27 fotografias preto-e-branco, no formato 50 cm x 75 cm; 7 fotografias panorâmicas, no formato 40 cm x 110 cm, 6 fotografias preto-e-branco 30 x 40 cm, 2 mapas, textos e legendas.

A documentação fotográfica inédita, realizada pelo fotógrafo documentarista André Cypriano em negativo convencional preto-e-branco, tratada digitalmente, é resultado da pesquisa de campo em 11 comunidades negras remanescentes dos quilombos no Brasil: Cafundó (São Paulo), Itamatatiua (Maranhão), Oriximiná (Pará), Kalunga (Goiás), Mocambo (Sergipe), Rio de Contas - Barra do Brumado (Bahia), Conceição dos Caetanos (Ceará), Tapuio (Piauí), Curiaú (Amapá), Mumbuca (Tocantins), Paraty (Rio de Janeiro).

A curadoria é de Denise Carvalho, produtora cultural e diretora da empresa realizadora do projeto, Aori Comunicação e Produções Culturais. O material faz parte do livro Quilombolas - Tradições e cultura da resistência, patrocinado pela Petrobras, com recursos da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura.

No Brasil, a exposição teve patrocínio da Petrobras e da Companhia Vale e circulou por 15 cidades brasileiras, obtendo um enorme sucesso de mídia e de público: ( Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Brasília (DF - 2 vezes), Salvador (BA), Santos (SP), Campinas (SP), Paraty (RJ), Vitória (ES), Belém (PA - 2 vezes), Laranjeiras (SE), Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG) e São Luis (MA)).

Para o ano de 2009, já estão programadas mais 10 etapas da exposição no Brasil.

A Etapa Américas da mostra está circulando desde novembro de 2008 por países do Continente Americano. Em 2009 e 2010, com o patrocínio da Petrobras, será realizada do Uruguai ao México. Em 2010 e 2011 percorrerá, também, cidades dos Estados Unidos e Canadá.

A SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas para Igualdade Racial do Palácio do Planalto) e a Fundação Cultural Palmares (Ministério da Cultura), patrocinarão as etapas de Quito e Caracas.

Além de divulgar a realidade das comunidades quilombolas brasileiras no exterior, a mostra da Etapa Américas tem como meta incentivar o diálogo entre as comunidades afro-descendentes de cada país por onde passa, dando-lhes visibilidade e enfatizando ao público suas demandas por reconhecimento e respeito social.

Em Assunção, os organizadores da mostra convidaram comunidades afro-descendentes paraguaias para um debate sobre as similaridades e diferenças entre as realidades dos dois países. O evento também contou com uma apresentação do Grupo de Dança e Música Kamba Kuá, cujo significado na Língua Guarani é buraco de preto >>CLIQUE PARA VER<<

Em Buenos Aires, no dia da abertura, ocorreu uma palestra proferida por André Cypriano e a apresentação do grupo Pocha La Madrid, afro-descendentes uruguaios radicados na Argentina.

No mesmo dia aconteceu um debate entre Mirian Gomes, presidente da Sociedade Cabo-Verdiana de Buenos Aires e Jandira Feghali, Secretaria Municipal de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro.

Em Montevidéu, o evento contou com a participação da ONG Mundo Afro, a maior organização uruguaia do gênero. Na abertura, aconteceu uma conferência com a participação de Marcio Silva, Coordenador do Instituto Superior de Formação Afro, que explanou sobre a realidade e cultura dos afro-descendentes no Uruguai.

Em seguida, houve a apresentação do candombe, dança típica afro-descendente uruguaia, a cargo de Edufocan (Educação Formal Candombera) e Ecma (Escola de Candombe Mundo Afro), e também, a apresentação do grupo de capoeira Macumbe.

Em La Paz, no dia da abertura da exposição, contaremos com a participação da organização FUNDAFRO, representada por seu presidente, Sr. Juan Angola Maconde, e do Viceministerio de Descolonização, representado por Monica Reys, ambos explanarão sobre a temática da exposição.

Após a conferência, o grupo de música afro-descendente, Orisabol, fará a apresentação cultural do evento. No dia 05 de junho está marcada uma palestra com o fotógrafo da exposição, André Cypriano, às 11 horas, no MUSEF.

Em todos os países, o projeto conta com o apoio local das Embaixadas do Brasil.

Local: MUSEF (Museo Nacional de Etnografía y Folklore)
Calle Ingavi, 916 - La Paz - Bolivia
Tel/Fax: (5912) 240-8640
www.musef.org.bo

Inauguração: Quinta-feira, 04 de junho de 2009, às 19:00.


FONTE:
FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A influência dos negros no Brasil é rica e encantadora.
Por Erica Cristina
A cultura negra está enraizada no Brasil desde sua origem,quando os escravos negros vieram para o Brasil possuíam sua própria religião, o catolicismo foi imposto á eles, mas um povo sem raízes é um povo sem cultura própria,os negros não deixaram de praticar o que trouxeram consigo na mente, alma e coração, apenas camuflaram dentro do catolicismo seus ideais e crenças. O candomblé então se mescla na igreja católica, criando um sincretismo religioso.
A musicalidade negra é a influência mais clara e admirável por todos nós,com sua cultura e seus rituais os negros nos encantaram com os sons que produziam com seus tambores, atabaques, vozes e todos os instrumentos utilizados, mas tudo o que vemos vai além da dança,da música e da literatura, cada instrumento e seu som, têm em si conotações naturais e sobre naturais, ligados aos rituais e suas ideologias.A cultura musical se confunde pois alguns desses escravos que impuseram seus instrumentos e ritmos nas Américas eram islâmicos, podemos ver assim que a cultura que temos hoje é mais do que rica e única, pois é uma cultura vinda de um mesclado de ideais,visões,ritmos,danças,gostos;um resultado de experiências de vidas, oras sofridas, oras alegres, mas sempre esperançosas!

Observamos no carnaval nordestino, na batucada do Olodum, no samba, no canto, na literatura, na dança, nos grandes negros que admiramos e respeitamos como: Jorge Bem, TIM Maia, Miltom Nascimento, Cartola, Sandra de Sá, Gilberto Gil, Carlos Dafé, Dom Salvador, Elza Soares, Clementina de Jesus entre outros; ou seja em toda parte, em nossa cultura, a própria alma brasileira é em sí, o que poderíamos dizer de uma CULTURA DE ALMA NEGRA.